Qual a relação entre diálogo e psicoterapia?
26/08/2024     Textos autorais    Marcelly França Brandão de Carvalho

Qual a relação entre diálogo e psicoterapia?

O diálogo ultrapassa o domínio das técnicas ou passos preestabelecidos, sendo essencialmente relacional e colaborativo. Ele nos convida a uma escuta genuína, na qual verdadeiramente nos abrimos para o outro. Diferente de uma sequência programada, o diálogo é espontâneo e, para os ansiosos, vale ressaltar: ele não pode ser planejado. É um processo repleto de incertezas e imprevisibilidades.

Para que o diálogo ocorra, é necessário um interesse autêntico pelo outro. Não podemos ouvir alguém com a pressuposição de que já sabemos o desfecho de sua história. A curiosidade deve ser o motor que nos impulsiona. Em minha prática clínica, adoto sempre uma postura de não saber, aproximando-me de cada paciente sem assumir que compreendo plenamente sua experiência. Um dos objetivos é desenvolver ao máximo o que precisa ser dito. Para isso, faço perguntas constantes e verifico se o que compreendi corresponde ao que o paciente realmente quis expressar.

É na aceitação da incerteza que cada encontro se torna verdadeiramente único.

Portanto, o diálogo na psicoterapia transcende técnicas; ele se fundamenta na abertura à incerteza, na curiosidade genuína e na escuta ativa, criando um espaço onde cada encontro é singular e significativo, favorecendo a transformação e o crescimento do paciente.

 

Referências

ANDERSON, HARLENE. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONVITE AO DIÁLOGO. In.: Nova Perspectiva Sistêmica, Rio de Janeiro, n. 56, p. 49-54, dezembro 2016.

Atenção: Se você estiver em crise, com ideação ou planejamento suicida, ligue para o Centro de Valorização da Vida - CVV (188). Em caso de emergência, procure o hospital mais próximo. Havendo risco de morte, ligue imediatamente para o SAMU (192), ou para o Corpo de Bombeiros (193).

Marcelly França Brandão de Carvalho - . Todos os direitos reservados.
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